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O goleiro alemão Marc-André ter Stegen está de saída do Barcelona após 12 temporadas. A saída, oficialmente tratada como uma decisão esportiva, foi confirmada com um empréstimo ao Girona até junho de 2026, após o jogador perder espaço no elenco e ser deixado no banco na vitória sobre o Racing Santander pelas oitavas de final da Copa do Rei 2025/26.
A decisão final pela saída de ter Stegen foi tomada pelo técnico Hansi Flick após o jogo contra o Racing. O desejo de sair partiu do próprio atleta, que soma 423 partidas e 17 títulos pelo Barça, incluindo seis Campeonatos Espanhóis e uma Liga dos Campeões. O cenário começou a se complicar após uma série de lesões: em setembro de 2024, ele rompeu o tendão patelar do joelho direito, ficando oito meses fora, e em julho de 2025 precisou de uma nova cirurgia nas costas, com afastamento de três meses. Somando as duas últimas temporadas, ele entrou em campo apenas nove vezes.
A chegada dos goleiros Wojciech Szczesny e Joan García reduziu drasticamente o espaço de ter Stegen, que passou a figurar como terceira opção. O conflito com a diretoria do Barcelona se intensificou quando o clube retirou sua braçadeira de capitão e abriu um processo disciplinar após o jogador se recusar a autorizar o envio de um relatório médico sobre sua lombar ao Comitê Médico de LaLiga, manobra que permitiria abater parte de seu salário do Fair Play Financeiro. O processo foi encerrado horas após um comunicado do goleiro.
O histórico de atritos no vestiário do Barcelona incluiu a rivalidade inicial com Claudio Bravo e momentos de tensão com Lionel Messi, sobre quem ter Stegen fez duras críticas em abril de 2025. Na seleção alemã, a situação também é delicada: após a aposentadoria de Manuel Neuer em agosto de 2024, ter Stegen foi oficializado como sucessor, mas as lesões e falta de ritmo no Barça colocam em xeque sua titularidade para a Copa do Mundo de 2026, com Oliver Baumann do Hoffenheim surgindo como forte opção.
A saída de ter Stegen marca o fim de uma era no Barcelona, onde ele foi uma peça fundamental por uma década. Seu futuro agora está no Girona, onde buscará recuperar o ritmo de jogo. Para a seleção alemã, a janela de oportunidade para ser o goleiro titular na Copa do Mundo de 2026 permanece aberta, mas depende criticamente de sua performance e regularidade no novo clube. O episódio ilustra como lesões, decisões técnicas e conflitos institucionais podem redefinir rapidamente a trajetória de mesmo os atletas mais estabelecidos.