
O combate ao doping no futebol baiano é um sistema permanente baseado em fiscalização constante e prevenção rigorosa, conforme revelaram os protocolos internos do Esporte Clube Bahia e do Esporte Clube Vitória. Em entrevista ao Bahia Notícias, os clubes detalharam como controlam suplementos, medicamentos e promovem educação contínua para atletas, desde a base até o profissional, alinhados às diretrizes da Agência Mundial Antidoping (WADA) e da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD).
No Brasil, o controle antidopagem no futebol segue o Código Mundial Antidopagem e é coordenado pela ABCD, com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) operacionalizando testes em competições como o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil. Dados consolidados mostram que o futebol é uma das modalidades mais monitoradas do país, com mais de quarenta mil testes realizados em quase dez anos e uma taxa de resultados positivos abaixo de 0,3%, considerada baixa. As substâncias mais detectadas são estimulantes, corticoides e diuréticos, muitas vezes ligadas a uso terapêutico inadequado.
No Esporte Clube Bahia, a política antidopagem é centrada no controle rigoroso de suplementos nutricionais e medicamentos. Todos os suplementos passam por análise com certificados de lisura da WADA, e atletas devem comunicar qualquer medicamento, desde pomadas, ao departamento médico e de nutrição. Caso um jogador insista em usar algo não aprovado, ele assina um termo de responsabilidade. O clube também promove palestras educacionais para conscientização, visando reduzir riscos de dopagem involuntária.
No Esporte Clube Vitória, o médico ortopedista Rodrigo Alves, do Departamento Médico, destacou que ações de conscientização começam na pré-temporada, com palestras sobre substâncias proibidas. Atletas são orientados a consultar o DM antes de usar qualquer medicação, mesmo em viagens ou férias, e todos têm acesso direto aos profissionais. Para atletas novatos, é realizada uma avaliação pré-participação que inclui registro de medicações, com solicitações excepcionais encaminhadas à ABCD.
A seriedade no tratamento do tema nos clubes baianos demonstra que o combate ao doping se consolidou como parte integrante da gestão do futebol profissional. Em um esporte de alta exposição e cobrança por resultados, protocolos internos rígidos e alinhados com exigências nacionais e internacionais garantem que o jogo limpo vá além do discurso, protegendo a saúde dos atletas e a integridade das competições. Com fiscalização frequente e educação preventiva, Bahia e Vitória reforçam seu compromisso com a ética esportiva no cenário estadual e nacional.