
A Operação Ponto Cego foi deflagrada na última sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, na cidade de Barrocas, pela Polícia Civil da Bahia, com o objetivo de neutralizar sistemas clandestinos de monitoramento utilizados por uma organização criminosa para vigiar a movimentação policial e intimidar a população local. Durante a ação, um homem foi preso e um menor apreendido como suspeitos de participação no homicídio de Erick Matheus, ocorrido na noite de quarta-feira, 29 de janeiro de 2026.
A operação foi realizada pelas equipes dos Serviços de Investigação das Delegacias de Barrocas, Serrinha e Santa Bárbara, com o apoio do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI Sisal) e do Núcleo de Inteligência da 15ª COORPIN. Segundo o delegado titular da Delegacia de Barrocas, Edemir Luchini, que está à frente das investigações, as câmeras eram instaladas de forma irregular em postes de energia elétrica, sem autorização dos órgãos competentes, e serviam para observar a entrada e saída de moradores, além de dificultar a atuação das forças de segurança.
O delegado Luchini esclareceu ao Calila Notícias que a remoção das câmeras vai continuar, com o objetivo de não deixar nenhuma instalada em postes de rede elétrica pública. Ele alertou que comerciantes que instalaram os dispositivos de forma irregular devem retirá-los, pois a polícia removerá todas durante a semana. Luchini enfatizou que não há problema em instalar câmeras no próprio estabelecimento, mas é proibido fazê-lo em postes públicos.
Enquanto realizava a remoção das câmeras clandestinas, a Polícia Civil conduziu dois indivíduos à delegacia: um homem adulto, que foi preso, e um menor de idade, que foi apreendido. Ambos são suspeitos de participação no homicídio de Erick Matheus, ocorrido na noite de 29 de janeiro de 2026. O menor teve que ser liberado devido à sua idade, mas o delegado afirmou que as investigações estão avançadas para capturar os autores do crime.
A Polícia Civil da Bahia reafirma seu compromisso com o enfrentamento qualificado ao crime organizado, a proteção da coletividade e a preservação da ordem pública, atuando de forma integrada, técnica e estratégica para garantir a segurança da população. A operação destaca os riscos de sistemas de monitoramento ilegais e a importância da colaboração entre diferentes unidades policiais no combate ao crime na região do sisal.