
O ex-vereador Carlos Bolsonaro atacou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, após a decisão de transferir seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para a unidade conhecida como 'Papudinha'. Em publicação na rede social X (antigo Twitter), Carlos classificou a medida como um 'marco simbólico de confronto institucional' e acusou Moraes de praticar 'maldade' contra Bolsonaro e os presos do 8 de janeiro.
Na argumentação, Carlos Bolsonaro afirmou que a transferência 'ultrapassa o cumprimento de uma decisão judicial' e representa um cenário de 'fragilização de garantias jurídicas, rigor penal seletivo e desprezo às condições humanas e de saúde do condenado'. Ele comparou o caso com outros políticos, aliados do PT, que teriam cometido crimes mais graves sem responsabilização, declarando: 'Condenar Jair Bolsonaro representa um evidente absurdo'. A postagem incluiu um link para o tweet original, datado de 15 de janeiro de 2026.
A decisão de Alexandre de Moraes, anunciada nesta quinta-feira (15), determinou a transferência de Jair Bolsonaro para a 'Papudinha', com base em melhorias nas condições. O ministro destacou que a nova sala tem 64,8 m², incluindo banheiro, cozinha, lavanderia, quarto, sala e área externa, em contraste com os 12 m² da sala na Polícia Federal, que oferecia apenas quarto e banheiro. As mudanças permitem aumento dos horários de visitas (de 2 para 6 horas) e maior número de refeições diárias (de 3 para 5).
Carlos Bolsonaro, em sua crítica, não detalhou quais políticos aliados do PT teriam cometido atos mais graves sem punição, mas a alegação reflete uma narrativa comum em discursos de oposição, focando em ineficiências percebidas no sistema judicial. A transferência ocorre em um contexto de tensões políticas, com o ex-vereador usando a plataforma para mobilizar apoio e questionar a imparcialidade das instituições.
A polêmica em torno da transferência de Jair Bolsonaro para a 'Papudinha' destaca as divisões políticas e debates sobre justiça no Brasil em 2026. Enquanto as autoridades judiciais justificam a medida com base em melhorias humanitárias, críticos como Carlos Bolsonaro a enxergam como parte de um confronto institucional mais amplo. O caso continua a gerar reações nas redes sociais e na mídia, com implicações para o cenário político nacional.