
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro negou nesta quarta-feira (14) ter endossado uma possível candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao Planalto, rebatendo acusações do influenciador Allan dos Santos em publicação no X (ex-Twitter). O conflito surgiu após Michelle curtir um comentário da esposa de Tarcísio, Cristiane Freitas, que sugeria a necessidade de um "novo CEO" no Executivo federal.
O que causou a polêmica? Allan dos Santos publicou um vídeo mostrando que Michelle havia curtido um comentário de Cristiane Freitas, esposa do governador, em um vídeo onde Tarcísio defendia um "novo CEO" no Planalto e criticava o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Allan interpretou a curtida como um endosso político, mas Michelle respondeu dizendo que apenas concordava com a ideia geral de mudança, não especificamente com Tarcísio como candidato.
Qual o contexto político? Em sua publicação, Michelle Bolsonaro, presidente do PL Mulher, afirmou que entendeu o comentário de Cristiane como uma declaração genérica de que "o Brasil precisa de um novo CEO", acrescentando: "Preferencialmente, Jair Bolsonaro". Ela também explicou que compartilhou o vídeo de Tarcísio em seus stories do Instagram por concordar com a mensagem econômica, prática comum em suas redes sociais.
Como Michelle atacou Allan dos Santos? A ex-primeira-dama usou termos fortes, chamando o influenciador de "boneco ventríloquo" e acusando-o de servir a interesses obscuros. Ela destacou que nem seu marido, Jair Bolsonaro, interfere em suas opiniões, criticando Allan por tentar intimidá-la. Esta não é a primeira vez que os dois se desentendem; em dezembro, Allan já havia criticado Michelle por supostamente agir sem alinhamento familiar.
O desfecho mostra Michelle Bolsonaro reafirmando sua liberdade de expressão e posicionamento político, enquanto as tensões internas na direita continuam a gerar especulações sobre alianças para 2026. O próximo passo será observar como figuras como Tarcísio e Jair Bolsonaro reagirão a esse episódio, que pode influenciar futuras articulações eleitorais.