
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, solicitou nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, um laudo da perícia médica da Polícia Federal para analisar o pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão ocorre no mesmo dia em que Moraes autorizou a transferência imediata de Bolsonaro para o batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), conhecido como 'Papudinha'. A defesa do ex-presidente havia feito um novo pedido de prisão domiciliar humanitária, mas o ministro ressaltou que a análise depende da avaliação médica sobre a situação atual do custodiado e as adaptações necessárias no novo local.
O que causou a decisão de transferência e a solicitação do laudo? Conforme a decisão de Alexandre de Moraes, divulgada nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, a perícia médica da Polícia Federal deve ser realizada antes da análise do novo pedido de prisão domiciliar humanitária. O objetivo é avaliar a atual situação de saúde de Bolsonaro e as eventuais adaptações para a manutenção do cumprimento da pena no novo local. A transferência para a 'Papudinha' foi autorizada imediatamente, marcando um acirramento nos pedidos pela prisão domiciliar do ex-mandatário.
Qual o contexto político por trás desse movimento? Nesta mesma quinta-feira, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se reuniu com o ministro do STF, Gilmar Mendes, para tratar da possibilidade de transferir o ex-presidente para prisão domiciliar. Apesar da esperança renovada entre aliados, conforme adiantado pela apuração própria, a possibilidade de prisão domiciliar, antes considerada 'enterrada', voltou a ser discutida nos bastidores. No entanto, aliados do ex-presidente admitiram ser difícil esperar 'boa vontade' de Moraes com o capitão da reserva, refletindo as tensões políticas em torno do caso.
Como a decisão impacta o cenário jurídico e político atual? A medida de Moraes destaca a importância de critérios técnicos e médicos em decisões sobre execução penal, mesmo em casos de alta relevância política. A solicitação do laudo da Polícia Federal visa assegurar uma base factual para qualquer mudança no regime de cumprimento de pena, evitando alegações de parcialidade. Isso ocorre em um momento em que pedidos pela prisão domiciliar ganham força, com envolvimento de figuras como Gilmar Mendes, mas enfrentam ceticismo devido à relação histórica entre Moraes e Bolsonaro.
O desfecho do caso agora depende do laudo da perícia médica da Polícia Federal, que determinará se as condições de saúde de Bolsonaro justificam a transferência para prisão domiciliar. Enquanto isso, a transferência para a 'Papudinha' já está em curso, conforme autorizado por Moraes. O próximo passo será a análise do pedido pela defesa, com base nos resultados da perícia, em um processo que continua a atrair atenção nacional e a refletir as divisões políticas no país. A situação permanece em aberto, com possíveis desdobramentos nos próximos dias conforme avançam as avaliações técnicas e as negociações nos bastidores do STF.