
O acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi finalmente assinado neste sábado, 17 de janeiro de 2026, em cerimônia realizada em Assunção, no Paraguai, após 25 anos de negociações. O vice-presidente Geraldo Alckmin atribuiu a conquista histórica à "liderança e perseverança" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacando que o pacto cria um dos maiores blocos econômicos do mundo, com potencial para gerar mais comércio, emprego e investimentos recíprocos.
O que levou à assinatura do acordo após tanto tempo? Segundo Alckmin, que divulgou um vídeo na plataforma X, foi a persistência e direção política de Lula que "fizeram com que se chegasse ao dia histórico". O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, representou o Brasil na cerimônia, já que Lula não compareceu pessoalmente. O presidente paraguaio, Santiago Peña, reconheceu a liderança brasileira nas negociações, mas admitiu que a ausência de Lula "deixou um sabor amargo" no evento.
Qual o significado geopolítico deste acordo? Vieira afirmou durante a cerimônia que o pacto estabelece uma "parceria com enorme potencial econômico" e "com profundo sentido geopolítico", representando um "baluarte erguido com sólida convicção no valor da democracia e da ordem multilateral". Na véspera da assinatura, Lula havia publicado artigo em jornais de 27 países defendendo que o acordo Mercosul-UE é uma "resposta do multilateralismo ao isolamento", contrastando com tendências protecionistas globais.
Como o acordo impactará as relações comerciais? Considerado o maior acordo entre blocos do mundo, o pacto promete ampliar significativamente o fluxo comercial entre América do Sul e Europa, criando novas oportunidades econômicas em setores estratégicos. Alckmin descreveu a iniciativa como um "ganha-ganha em benefício da sociedade", enfatizando que o acordo foi "aguardado há 25 anos" e finalmente se concretiza em 2026.
A assinatura do acordo Mercosul-UE marca um momento histórico nas relações internacionais e comerciais, consolidando uma parceria estratégica entre dois dos maiores blocos econômicos do planeta. Embora a ausência de Lula na cerimônia tenha gerado comentários, sua influência nas negociações foi amplamente reconhecida pelos líderes presentes. O próximo passo será a implementação prática do acordo, que promete redefinir as dinâmicas comerciais entre os continentes e testar a capacidade de coordenação política entre os países membros dos dois blocos em 2026 e nos anos seguintes.