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O Estaleiro Enseada retomou oficialmente suas operações nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, com o carregamento do primeiro lote de 13 barcaças no distrito de São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe. A iniciativa marca o retorno das atividades do estaleiro após sua reabertura em 2025, reforçando o compromisso do Governo do Estado com a indústria naval e seu impacto positivo na economia baiana.
O evento contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues, que destacou a importância da geração de empregos e a colaboração com o setor empresarial, o presidente Lula e o BNDES para garantir financiamento e impulsionar a indústria naval. A retomada do projeto já gerou cerca de 600 empregos diretos e até 900 indiretos, beneficiando moradores do Recôncavo Baiano, como Eliane Silva Lima, assistente de sustentabilidade e moradora local, que ressaltou como a empresa "agraciou e abençoou" a vida da comunidade.
O secretário da Casa Civil, Afonso Florence, enfatizou os incentivos estaduais e celebrou a retomada da atividade econômica, particularmente na indústria naval. As barcaças estão sendo construídas para a LHG Mining por quatro estaleiros brasileiros nas regiões Norte e Nordeste, incluindo o Enseada, um dos maiores do país com capacidade de processar mais de 100 mil toneladas de aço por ano e atuação em exportação, importação, energia renovável e hidrogênio verde.
O diretor da LHG, Darlan Carvalho, revelou que o investimento varia entre R$ 80 milhões e R$ 500 milhões, com o retorno da geração de emprego sendo o aspecto mais gratificante. A construção e entrega das barcaças, que serão carregadas em navios oceânicos, simbolizam um marco para a inovação industrial na Bahia, contribuindo para o fortalecimento do setor em nível nacional.
A retomada do Estaleiro Enseada representa um passo significativo para a economia baiana, com projeções de mais empregos e investimentos futuros. O governo estadual continua a atuar em parceria com entidades federais e o setor privado para expandir a indústria naval, enquanto a comunidade local já colhe os benefícios da reativação. Próximos passos incluem monitorar o impacto socioeconômico e explorar oportunidades em energias renováveis, consolidando a Bahia como um polo inovador no cenário brasileiro.